Duas adolescentes de 15 anos estão desaparecidas há cinco dias após fugirem do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA) de Itapeva. O caso mobilizou todas as vereadoras do município e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pela unidade, que é administrada por empresa terceirizada contratada pela Prefeitura.
Segundo informações apuradas, as jovens estavam acolhidas na casa transitória, que atualmente atende mais de 20 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A unidade conta com monitores que atuam em dois turnos, além de equipe gestora.
De acordo com a coordenação do SAICA, as adolescentes já apresentavam sinais de nervosismo e ansiedade nos dias anteriores ao ocorrido. Na noite de sexta-feira (27/02), elas teriam pulado o muro da instituição. Câmeras de segurança registraram o momento da fuga.
Desde então, não há qualquer informação sobre o paradeiro das meninas.
Uma das adolescentes possui familiar em Itapeva, porém não há possibilidade de permanecer sob os cuidados desse parente. A outra tem familiar em um município do estado do Paraná.
O boletim de ocorrência foi registrado cerca de 24 horas após o desaparecimento. No entanto, ao comparecerem ao plantão policial, as vereadoras constataram que o registro não contém fotografias das adolescentes anexadas ao documento.
A ausência das imagens chamou a atenção das parlamentares, já que isso pode dificultar o trabalho de identificação e localização das jovens.
As vereadoras Áurea Rosa, Gleyce Dornelas, Val Santos e Lucinha Wolck estiveram no SAICA para averiguar a situação, após receberem denúncias relacionadas ao ocorrido e também ao funcionamento da unidade.
Além da visita à instituição, as parlamentares foram até o plantão policial de Itapeva para verificar o registro da ocorrência.
Outra informação que gerou preocupação foi o fato de que o Conselho Tutelar e o Ministério Público teriam sido acionados apenas nesta semana, cinco dias após o desaparecimento.
Uma reunião está prevista para esta semana para discutir as providências que serão tomadas. As vereadoras já preparam documentos formais solicitando informações detalhadas sobre a atuação da empresa responsável pelo serviço e sobre os protocolos adotados no caso.
O desaparecimento segue sob investigação.






