Terminou ontem, quinta-feira (12/03), no Fórum de Itapeva, o julgamento de um caso que marcou a cidade. O réu José Marcelo Magalhães foi condenado pelo Tribunal do Júri a 15 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Agnaldo Francisco de Almeida.
O crime aconteceu na noite de 25 de fevereiro de 2023, na região da Vila Nova. Na ocasião, Agnaldo foi atacado na rua e sofreu vários golpes com uma barra de ferro. Com a violência da agressão, ele teve ferimentos graves, perdeu diversos dentes e sofreu um trauma na cabeça.
Após o ataque, a vítima chegou a ser socorrida e passou por atendimento médico, na sequência teve alta. Poucos dias depois apresentou piora no estado de saúde e acabou morrendo.
Na época, o caso chamou ainda mais atenção quando o velório precisou ser interrompido pela Polícia Civil, que determinou que o corpo fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames que esclarecessem a causa da morte.
Com o avanço das investigações, José Marcelo Magalhães passou a ser apontado como autor do crime. Ele acabou sendo localizado e preso preventivamente em março de 2023, permanecendo detido enquanto o processo seguia na Justiça.
O julgamento ocorreu quase três anos após o crime. A sessão começou por volta das 10h40 da manhã e seguiu durante todo o dia, terminando após as 19 horas. Durante o júri, testemunhas foram ouvidas, o acusado foi interrogado e Ministério Público e defesa apresentaram seus apontamentos.
Entre os elementos analisados no plenário, um vídeo de câmera de segurança mostrou o acusado andando pela rua com uma barra de ferro em direção ao local onde a vítima estava. Pouco tempo depois, ele aparece voltando pelo mesmo caminho ainda segurando o objeto. Embora as imagens não mostrem o momento exato da agressão, elas foram consideradas relevantes dentro das provas do processo.
Durante a fase final do julgamento, o Promotor afirmou que a sociedade aguardava uma resposta da Justiça para um caso que já durava três anos. Ele classificou o crime como bárbaro, afirmando que uma agressão com barra de ferro em plena rua não representa os valores da comunidade de Itapeva.
A decisão ficou nas mãos do Conselho de Sentença, formado por sete jurados, três mulheres e quatro homens. Após a votação, eles reconheceram a responsabilidade do réu e decidiram pela condenação por homicídio duplamente qualificado.
Ao definir a pena, o juiz levou em conta os antecedentes criminais do acusado e estabeleceu a condenação em 15 anos e 9 meses de prisão, com cumprimento inicial em regime fechado.
Com a decisão do Tribunal do Júri, chega ao fim uma etapa judicial de um caso que causou grande repercussão em Itapeva.






